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MAPA divulga Alerta Sanitário e recomendações para Prevenção da Influenza Aviária. Perguntas frequentes sobre Gripe Aviária.

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Devido aos focos de Influenza Aviária nos E.U.A, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publica a  Nota Técnica DSA nº 75/2015, que trata sobre Alerta Sanitário para Prevenção da Inflenza Aviária e divulga recomendações sobre o assunto.
A atual situação da Influenza Aviária no mundo põe em alerta a comunidade internacional devido ao grande aumento de casos e da expansão da doença a países onde , até então não houve ocorrências.Para se ter uma ideia em 2015, já foram registrados casos da  IAAP, em dezenas de países, destacando as ocorrências  nos países da América do Norte (E.U.A, Canadá e México).

Clique aqui para baixar a Nota Técnica na íntegra

Perguntas mais frequentes sobre a Gripe aviária

A Coordenação de Sanidade Avícola, do Departamento de Saúde Animal organizou uma lista de perguntas mais frequentes sobre a influenza aviária, que podem auxiliar na orientação sobre os riscos que a doença representa a população em geral e ao plantel avícola nacional.

  1. O que é Influenza Aviária?
  2. O que é H5N1?
  3. Quais vírus causam a doença de alta patogenicidade?
  4. Quais sintomas da IA em aves domésticas?
  5. As aves migratórias podem disseminar vírus de IA?
  6. O que há de especial sobre os focos de IA em aves?
  7. Qual desafio da IA para saúde pública?
  8. Já foram diagnosticados casos de IA no Brasil?
  9. É seguro o consumo de aves e seus sub-produtos?
  10. É seguro comer carne de frango cozida?
  11. É seguro o consumo de ovos?
  12. O Brasil é livre de IA. Por que medidas de vigilância estão sendo implementadas?
  13. Uma vez detectado o agente da IA no país, quais medidas serão aplicadas para restrição da doença?
  14. Por que estratégias de vacinação de aves não têm sido elaboradas?
  15. O Brasil realiza importação de material de risco?
  16. Eu tenho aves domésticas. Como saber se minhas aves têm IA?
  17. Eu trabalho na indústria de aves. Posso estar exposto à infecção por manipulação de frangos vivos ou subprodutos. Eu preciso de alguma precaução especial?
  18. Um viajante poderia se infectar com a IA e trazer o vírus para o Brasil?
  19. Quais medidas estão sendo tomadas no mundo com relação à disseminação da IA no sudeste da Ásia?
  20. Como posso obter mais informações sobre a IA?

1. O que é Influenza Aviária?

A influenza aviária (IA), ou a gripe aviária, é uma doença transmitida por vírus, altamente contagiosa, que ocorre em galinhas e outras aves e, menos comumente em suínos. Os vírus da gripe aviária são altamente espécie-específicos, mas em raras ocasiões, atravessaram as barreiras específicas entre as espécies e infectaram a população humana. Nas aves domésticas, a infecção pelo vírus da IA causa duas formas principais de doença, diferenciadas e classificadas por extremos de alta e baixa virulência. As cepas chamadas de baixa patogenicidade causam sintomas brandos, que podem passar desapercebidos. A forma de alta patogenicidade é muito mais dramática. Sua disseminação no lote de aves ocorre rapidamente, causando uma doença que afeta múltiplos órgãos internos e a mortalidade pode atingir 100% das aves afetadas, em menos de 48 horas.
Espécies de aves selvagens, principalmente as aquáticas, como patos e marrecos, albergam cepas do vírus de alta e baixa patogenicidade, sem apresentação obrigatória dos sintomas clínicos. O contato entre aves domésticas e migratórias tem sido a origem de muitos surtos epidêmicos. A IA pode ocasionalmente ser disseminada para a população humana e animal, após contato direto dessas espécies com aves infectadas.

2. O que é H5N1?

Existe uma grande quantidade de variantes do vírus da Influenza Aviária. Esta classificação está relacionada à caracterização de antígenos de superfície da cepa: hemaglutinina (H) e neuraminidase (N). Aves selvagens são os hospedeiros naturais da variante H5N1. Esta variante é muito contagiosa entre aves e pode levá-las à morte, particularmente se ocorrer contato entre espécies migratórias ou selvagens contaminadas e aves de criação industrial. O vírus não afeta regularmente a população humana, porém em 1997, ocorreu a primeira detecção de transmissão entre aves e humanos da cepa H5N1, durante um surto em Hong Kong. O vírus causou doença respiratória severa em 18 pessoas, com 6 mortes. Desde então, outros incidentes com H5N1 tem ocorrido com população humana. Contudo, o vírus da Influenza Aviária, H5N1 não é capaz de transmitir-se entre humanos. A disseminação do vírus entre as aves ocorre através de saliva, secreções nasais e fezes. A disseminação para aves susceptíveis ocorre quando estas têm contato com excretas contaminadas. Os casos na população humana de H5N1 são resultado de contato humano com aves ou fômites infectados.

3. Quais vírus causam a doença de alta patogenicidade?

O vírus de IA possuem 16 subtipos de H e 9 subtipos de N. Apenas os subtipos H5 e H7 são conhecidos por causar a forma altamente patogênica da doença. Contudo, nem todos os vírus H5 ou H7 são altamente patogênicos e nem todos irão necessariamente causar doença severa nas aves.

4. Quais sintomas da IA em aves domésticas?

Os sintomas podem variar e passar desapercebidos (no caso de vírus de baixa patogenicidade) até sintomas presentes no caso de IA de alta patogenicidade: depressão severa; inapetência; edema facial com crista e barbela inchada e com coloração arroxeada; dificuldade respiratória com descarga nasal; queda severa na postura de ovos; mortalidade igual ou superior a 1%; diminuição do consumo de água e ração, igual ou superior a 20%; morte súbita, que pode chegar até 100% do plantel.  Quando observar estes sintomas nas aves domésticas, qualquer cidadão deve reportar diretamente ao escritório local do Serviço de Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura ou à Superintendência Federal de Agricultura do Estado.

5. As aves migratórias podem disseminar vírus de IA?

O papel das aves migratórias na disseminação dos vírus de IA de alta patogenicidade não está bem compreendido. Aves aquáticas selvagens são hospedeiros naturais da doença, e provavelmente, carrearam-na durante anos. É sabido que estas aves podem albergar cepas H5 e H7, contudo nas suas formas de baixa patogenicidade. Evidências têm demonstrado que as aves migratórias podem ser responsáveis pela introdução de cepas H5 e H7 de baixa patogenicidade nos plantéis avícolas comerciais, que em seguida sofrem mutação para cepas de alta patogenicidade.

6. O que há de especial sobre os focos de IA em aves?

Os recentes focos de gripe aviária de alta patogenicidade, que se iniciaram no Sudeste Asiático, no ano de 2003, são os maiores e mais severos focos registrados. Nunca na história da doença, tantos países foram simultaneamente afetados, resultando no sacrifício de grande quantidade de aves.

O agente H5N1 provou ser bastante perigoso. Além do sacrifício e morte de 150 milhões de aves, o vírus é considerado endêmico em muitos países da Ásia. O controle da doença nas aves levará muitos anos.

7. Qual desafio da IA para saúde pública?

A disseminação do H5N1 na população de aves pode representar riscos à população humana.

O risco se refere à infecção direta, quando o agente passa de aves para a população humana, resultando em doença bastante severa. Dos poucos casos ocorridos, H5N1 causou o maior número de casos da doença com morte de humanos, porém em muitos casos, o vírus da IA não afeta humanos.

O vírus tem tendência à mutação e pode ocasionalmente disseminar-se para outros animais. Diferente da influenza sazonal, onde as infecções causam apenas leves sintomas respiratórios, a doença infecção pelo H5N1 é seguida de curso clínico agressivo, com rápida deterioração e alta taxa de mortalidade. Pneumonia Viral Primária e falha sistêmica, são comuns de acontecer. Mais da metade das pessoas infectadas com este tipo de vírus morreram e a maioria dos casos aconteceu em crianças e jovens saudáveis. Os casos em humanos foram caracterizados pela presença de subtipos altamente patogênicos, devido a contato direto com aves infectadas.

O foco de atenção está voltado para a possibilidade de mutação genética do vírus circulante no Sudeste Asiático, levando a transformação do vírus do IA numa nova variante capaz de ser transmitido entre humanos. Esta mudança pode dar início à situação de pandemia.
Os costumes de convivência com aves domésticas, como no caso dos países asiáticos, onde a população mantém íntima convivência com patos e gansos,  pode ter facilitado a ocorrência de casos humanos.

8. Já foram diagnosticados casos de IA no Brasil?

Não foram registrados casos de gripe aviária no Brasil, quer seja em plantéis avícolas ou na população humana.

9. É seguro o consumo de aves e seus sub-produtos?

IA não é transmitida através de comida cozida. Até o momento, não há evidências que indique a infecção por consumo de frangos cozidos adequadamente, ou de produtos derivados, mesmo que estes alimentos tenham sido contaminados pelo vírus H5N1.
No Brasil, como não ocorreram casos de IA, aves e seus produtos devem ser preparados e consumidos como usualmente.

10. É seguro comer carne de frango cozida?

Sim. A carne de frango deve ser cozida de forma correta. O Brasil é livre de IA e mesmo em situações de vírus presente na carne da ave, ele será destruído durante o cozimento. Toda carne de frango crua deve ser manejada de forma higiênica. Lave as mãos e as superfícies que entraram em contato com a carne e sempre mantenha a carne de frango crua separada de outros alimentos.

11. É seguro o consumo de ovos?

Sim. Em caso de circulação do vírus da IA, a casca do ovo pode ser contaminada no contato com as fezes, por isso é importante que todos os ovos devem ser lavados antes de serem manipulados. É prudente ter cuidados especiais de higiene, quando manusear ovos, tais como lavar todos os ovos e lavar as mãos após manuseio. Não se deve separar a clara do ovo de sua gema com as mãos. É recomendável que o ovo seja cozido. Deve se tomar cuidado particular com alimentos feitos com ovos crus, como a maionese.

12. O Brasil é livre de IA. Por que medidas de vigilância estão sendo implementadas?

O Brasil possui o Programa Nacional de Sanidade Avícola, desde 1994 e elabora constante vigilância nas doenças de aves.
O Departamento de Saúde Animal, da Secretaria de Defesa Agropecuária é o órgão do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) responsável pela edição de políticas e fiscalização das atividades de prevenção à influenza aviária. Foram realizadas reuniões com o setor produtivo para formulação das políticas de prevenção da doença no território nacional. A União Brasileira dos Avicultores (UBA) e a Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (ABEF) têm participado na formulação e difusão das políticas do Departamento, na promoção da conscientização de seus associados sobre a necessidade de implementação de medidas de biosseguridade nos plantéis avícolas industriais.
O Brasil está localizado numa posição geográfica distante dos principais focos da Doença, porém o Brasil preparou um plano de resposta a uma eventual detecção de infecção no plantel avícola nacional. A equipe da Coordenação de Sanidade Avícola, do Departamento de Saúde Animal está elaborando as ações para manter sistema ativo de vigilância à IA. A vigilância contínua e a rápida detecção inicial de vírus de baixa patogenicidade em aves industriais, de subsistência e migratórias é um fator de prevenção da ocorrência de formas de alta patogenicidade da doença.
Está sendo atualizado o cadastramento oficial de todos os estabelecimentos de criação avícola. Este trabalho servirá como base para identificação de plantéis sob risco de desenvolvimento da doença, quando da eventual detecção da circulação de vírus no país.
Nos últimos anos a vigilância de IA foi estabelecida: no atendimento às suspeitas de casos clínicos, realizada pelo Serviço Oficial (médicos veterinários do MAPA, Secretarias de Agricultura e Órgãos de Defesa Sanitária Animal), em levantamento sorológico, realizado nos plantéis avícolas industriais e em vigilância amostral de aves migratórias.
O MAPA aumentou a fiscalização nos portos, aeroportos e demais pontos de fronteira. A staff de quarentena e fiscalização já está alerta para aves vivas e produtos avícolas que entram no país. Os funcionários da Vigilância Agropecuária (VIGIAGRO) estão a par das informações necessárias para evitar a entrada de produtos de risco.
O plano de vigilância continuada está sendo elaborado pelo MAPA e será implementado após a análise dos resultados destas ações iniciais.

13. Uma vez detectado o agente da IA no país, quais medidas serão aplicadas para restrição da doença?

O MAPA editou a versão preliminar do Plano Nacional de Contingência de IA . Esse plano prevê ações para prevenir a disseminação da doença onde foi detectado um foco. As aves dos estabelecimentos afetados serão destruídas. As ações de destruição serão executadas pelo Serviço Oficial, pois o movimento de aves de origem destes estabelecimentos pode gerar disseminação do vírus no plantel avícola nacional.

14. Por que estratégias de vacinação de aves não têm sido elaboradas?

O Brasil não registrou casos de IA e, portanto, não recomenda ou autoriza a vacinação preventiva dos plantéis avícolas. As medidas de controle da IA podem passar por campanhas de vacinação, mas a decisão de uso é extremamente difícil e multifatorial. Restrições comerciais são impostas quando da utilização de vacinação, afetando a exportação de produtos da industria avícola. Em momentos futuros esta posição poderá ser revisada.

15. O Brasil realiza importação de material de risco?

Toda importação de material biológico animal, incluindo aves e seus produtos, é submetida a uma avaliação prévia do MAPA. Produtos de risco, originários de região afetados pela IA não têm entrada permitida no país. De outra forma, toda a entrada de material originário de outras regiões é acompanhado de certificação sanitária internacional, comprovando que o produto é isento de risco.

O Brasil realiza importação de aves e ovos férteis, para reposição de material genético, destinados a granjas avícolas de reprodução. Esta atividade é realizada sob estrita fiscalização do MAPA, através de normas que asseguram a certificação sanitária de origem destes produtos e a condição sanitária destas aves e ovos no seu destino, dentro do país.

16. Eu tenho aves domésticas. Como saber se minhas aves têm IA?

Nas aves, entre os sintomas mais freqüentes estão: corrimento no nariz e nos olhos, cabeça, crista e barbela inchadas, diarréia, plumagem arrepiada e diminuição de ovos.

Estes sintomas também estão presentes em outras doenças de aves. No caso de IA de alta patogenicidade, também é observada elevados índices de mortalidade, num período inferior a 48 horas.

Em caso de suspeita de IA, procure a Unidade Local, mais próxima, de Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura do Estado ou contate a Superintendência Federal de Agricultura. O médico veterinário será responsável pela coleta de amostras e envio ao laboratório oficial, responsável pelo diagnóstico de IA.

Em caso de confirmação da doença, as medidas previstas no Plano de Contingência  serão aplicadas.

17. Eu trabalho na indústria de aves. Posso estar exposto à infecção por manipulação de frangos vivos ou subprodutos. Eu preciso de alguma precaução especial?

Não foram detectados casos de IA no país. Não há nenhuma precaução a ser tomada neste momento.
Em caso de detecção de sinais clínicos da IA, no plantel avícola de sua região, chame imediatamente o Serviço Oficial de atenção veterinária (Unidade Local de Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura do Estado ou a Superintendência Federal de Agricultura).

18. Um viajante poderia se infectar com a IA e trazer o vírus para o Brasil?

Isso é muito difícil de acontecer. Até agora o vírus não se mostrou capaz de disseminar entre humanos.
Apesar de que o risco de contaminação para pessoas que viajam para países que apresentam a doença ser muito pequeno, pessoas que viajarem para essas regiões devem evitar situações de risco tais como: entrar em contato com fazendas e mercados de aves vivas e assegurar que todo contato físico com frango cru e ovos deve ser feito com cuidados higiênicos.
Viajantes originários de áreas contaminadas devem evitar a visita, por período de 21 dias, a estabelecimentos de avicultura.

MEDIDAS GLOBAIS

19. Quais medidas estão sendo tomadas no mundo com relação à disseminação da IA no sudeste da Ásia?

A Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) está acompanhando a ocorrência da doença nos países que apresentaram casos de IA em aves.
Atualizações constantes são feitas no site da organização (http://www.oie.int).

MAIS INFORMAÇÕES

20. Como posso obter mais informações sobre a IA?

A maioria das informações sobre a IA pode ser encontrada em vários sítios eletrônicos no mundo todo. Se você não possui acesso à rede Internet, visite a biblioteca mais próxima ou procure um cybercafé. Sítios eletrônicos como o da Organização Mundial de Saúde Animal (http://www.oie.int), Organização Mundial de Saúde(www.who.int),  Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) têm atalhos para várias outras direções que possuem informações sobre o assunto.

Fonte: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DEPARTAMENTO DE DEFESA ANIMAL  – COORDENAÇÃO GERAL DE COMBATE ÀS DOENÇAS  COORDENAÇÃO DE SANIDADE AVÍCOLA

http://www.agrolink.com.br/gripeaviaria/PandemiaPerguntasFrequentes.aspx


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Anvisa manda suspender publicidade de alguns produtos “detox”.Agência considera que produtos alegam irregularmente ter alguns efeitos.

A Anvisa mandou suspender a publicidade de uma série de produtos “detox” por considerar irregulares determinadas qualidades funcionais ou de saúde alegadas para eles em sites na internet. As determinações foram publicadas nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial. Elas não incluem proibições de venda, apenas restrições de publicidade que inclua esse tipo de afirmação considerada irregular pela agência.

Veja abaixo quais são os produtos e o que a Anvisa alega contra sua publicidade:

Marca: Nutrigold
Produtos: Detox Reduction Shake, Detox Platinum- desintoxicante biológico, Detox Matcha Shake, Detox Goji Shake e Detox Bronze de Verão.
Alegações da publicidade não aprovadas pela Anvisa: “Reduz inchaço; Promove perda
de peso saudável com o efeito termogênico; Disposição para atividades físicas; Fibras que eliminam gorduras; Aumenta a saciedade por mais tempo; Reduz flacidez, rugas, celulites, estrias; Regulação intestinal”.
O que diz a empresa: a Nutrigold afirma que não foi comunicada oficialmente pela Anvisa, mas que desde já decidiu suspender as publicidades dos produtos determinado pela agência.

Marca: Sanavita
Produtos: sucos detox Detoxverão, Detoxgreen, Detoxpink, Detoxgoji e Detoxred
Alegações da publicidade não aprovadas pela Anvisa: “Sucos com ação detoxificante que ajudam a eliminar substâncias tóxicas ao organismo”.
O que diz a empresa: o G1 tenta contato com a empresa.

Marca: Smartlife
Produtos: Detox Shot, Detox No Hangover e Detoxcaps – clear & repair
Alegações da publicidade não aprovadas pela Anvisa: “Alta ação antioxidante, com-
batendo os radicais livres que danificam as células do nosso corpo; Caso você exagere no consumo de bebidas alcoólicas, experimente o Detox No Hangover!; Desintoxicação do fígado; Ajuda a limpar e restaurar o organismo”.
O que diz a empresa: o G1 tenta contato com a empresa.

Marca: Vila Ervas e Alimentos Comercial Ltda
Produtos: Detox Verde, Detox Sun e Detox Clean
Alegações da publicidade não aprovadas pela Anvisa: “Tudo para turbinar e manter lindo o seu bronze de verão; O Detox Clean auxilia na redução de medidas devido a seu alto conteúdo de fibras; Detox Verde: Com a ação anti-inflamatória, seus antioxidantes naturais contribuem para redução de celulite desintoxicando e ajudando na eliminação da gordura, além de auxiliar na fixação do cálcio dos ossos”.
O que diz a empresa: o G1 tenta contato com a empresa.

Marca: Viver Leve
Produtos: Detox Total Original, Frutas Negras e Limão
Alegações da publicidade não aprovadas pela Anvisa:  “Sistema de detoxificação, otimizando a funçãodigestiva com a eliminação de alérgenos alimentares e toxinas”.
O que diz a empresa: o G1 tenta contato com a empresa.

Marca: Tiaraju
Produtos: Softcaps
Alegações da publicidade não aprovadas pela Anvisa: “Emagrece e acelera o metabolismo; Combate os radicais livres com antioxidantes; Promove concentrações saudáveis de lipídios no sangue; Promove a saúde cardiovascular; Incentiva a mobilização de ácidos graxos para oxidação; Auxilia na manutenção do peso saudável”.
O que diz a empresa: o G1 tenta contato com a empresa.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/anvisa-manda-suspender-publicidade-de-produtos-detox.html

 


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OMS diz que antibióticos são uma ameaça global . Rede mundial de supermercados pede que fornecedores limitem uso de antibióticos em animais.

Cartela medicamentosAFP – Agence France-Presse

Organização pede que governos combatam resistência a antibióticos e estabelece prazo de dois anos. Pelo menos sete bactérias diferentes, responsáveis por doenças como pneumonia, diarreia ou infecções sanguíneas, começam a ganhar resistência.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dá dois anos para que governos de todo o mundo estabeleçam planos para combater a resistência a antibióticos, um fenômeno que se transformou em uma “ameaça global”. Doenças que eram curadas com relativa facilidade até há pouco tempo podem voltar a matar cerca de 10 milhões de pessoas até 2050 se nada for feito e, nesta terça-feira (26/05), a agência de saúde da ONU aprovou um plano para tentar reverter essa tendência. Os dados apontam para um cenário alarmante: pelo menos sete bactérias diferentes, responsáveis por doenças como pneumonia, diarreia ou infecções sanguíneas, começam a ganhar resistência. Ao menos dois produtos usados até hoje já não funcionam em metade da população, entre eles o antibiótico contra infecções urinárias causadas pela bactéria E. Coli. Em 2013, a OMS calculava que 480 mil novos casos de tuberculose foram detectados por conta da resistência aos remédios, em mais de cem países. No caso da malária, a entidade considera a resistência como uma “preocupação urgente de saúde pública”, diante do impacto em regiões inteiras. Para a OMS, antibióticos se transformaram no pilar do desenvolvimento da Medicina no século 20. Mas chegou o momento de agir para não perder o que o mundo atingiu. Numa era “pós-antibiótico”, a realidade é que muitos morreriam de doenças que já foram controladas. Pelo plano aprovado, os governos terão até 2017 para desenvolver e mostrar para a OMS que colocaram o assunto como prioridade em suas agendas. A entidade também insiste que o plano precisa tocar não apenas a saúde humana, mas também a animal. Para países com ampla produção de carnes, como o Brasil, a mensagem é clara de que todos os setores terão de agir. O plano da OMS ainda estabelece cinco objetivos : incrementar a conscientização e o conhecimento sobre a resistência, ampliar as pesquisas pelo setor privado, reduzir as incidências de infecção e otimizar o uso de remédios, principalmente antibióticos. Pressa Ao ver aprovado o plano, a diretora da OMS, Margaret Chan, chegou a cantar diante da plenária, comemorando a atitude. Mas para especialistas, as medidas podem estar chegando tarde demais. “Corremos o risco de estarmos agindo tarde “, declarou Sally Davies, conselheira médica do governo britânico e que liderou os debates sobre o plano. De acordo com ela, 25 mil pessoas já morrem de infecções causados por bactérias resistentes, apenas na Europa. Jim O’Neill, ex-economista chefe do Goldman Sachs, chegou a produzir estudos que indicam que os custos de uma nova geração de bactérias poderiam ultrapassar a marca de US$ 60 trilhões em 40 anos.

Mercado Entre as medidas solicitadas estão dar mais espaço para as galinhas chocadeiras criadas em gaiolas

Uso de antibióticos, que também permite a engorda mais rápida dos animais, diminui o efeito dos medicamentos sobre os consumidores que precisam das drogas para tratar alguma doença.

A rede mundial de supermercados Wal-Mart pediu nesta sexta-feira (22/5) que seus fornecedores norte-americanos melhorem as condições de criação de animais e reduzam o uso de antibióticos. Os agricultores e outros produtores de carne (bovinos, suínos, perus, galinhas) nos Estados Unidos deve especialmente limitar o uso de antibióticos para tratar doenças, segundo a Wal-Mart. A criação intensiva de aves e o aumento do número de doenças levaram os agricultores a usar cada vez mais antibióticos para evitar perdas de cabeças de gado em decorrência da poluição. O uso intensivo em aves criou germes resistentes a antibióticos. ONGs e organizações sanitaristas estimam que o uso de antibióticos, que também permite a engorda mais rápida dos animais, diminui o efeito dos medicamentos sobre os consumidores que precisam tomar antibiótico para tratar alguma doença. “Ouvimos nossos clientes e pedimos aos nossos fornecedores o compromisso de melhorar as normas (…) e as medidas de transparência no processamento e criação de animais”, explicou o Wal-Mart. Entre as medidas solicitadas estão dar mais espaço para as galinhas chocadeiras criadas em gaiolas, entregar ao Wal-Mart relatórios anuais sobre o uso de antibióticos e os esforços para melhorar o bem-estar dos animais, ou comunicar às autoridades qualquer tipo de maus tratos com os animais. A ONG Humane Society comemorou este “primeiro passo” para melhorar as condições de criação de animais e disse esperar outras iniciativas semelhantes na esteira do Wal-Mart. A Wal-Mart “tem uma parcela de 25% do mercado de alimentos (nos Estados Unidos), não poderíamos esperar uma empresa melhor para implementar essa mudança na produção de alimentos”, afirmou. Esta não é a primeira empresa dos Estados Unidos a exercer a defesa dos animais; quase uma dúzia de empresas de alimentos já adotaram medidas semelhantes nos últimos meses. Entre elas, a rede de fast-food McDonald’s e a Tyson Foods (maior distribuidor de aves do país) decidiram não vender mais frangos criados com antibióticos.

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/05/26/noticia_saudeplena,153546/oms-diz-que-antibioticos-sao-uma-ameaca-global.shtml

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/05/23/noticia_saudeplena,153519/rede-mundial-de-supermercados-pede-que-fornecedores-limitem-uso-de-ant.shtml

 

 


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Prazos médios para autorizações na Anvisa tem redução de 165 dias

2 de julho de 2015

Os prazos médios para a concessão de Autorizações de Funcionamento (AFE) e Autorização Especial (AE) para empresas, farmácias e drogarias caiu em mais de cinco meses nos últimos dois anos. De acordo com o último levantamento realizado pela Anvisa, o prazo das autorizações – que em setembro de 2012 era de 210 dias – chegou a apenas 45 dias no início de 2015. O que equivale a uma redução de 165 dias. Atualmente, o prazo médio para qualquer tipo de petição relacionada às autorizações é de 45 dias.

A Autorização de Funcionamento é o documento que representa a regularização da empresa perante a vigilância sanitária e que define as atividades e os produtos com os quais cada empresa do setor está autorizada a trabalhar.

A redução dos tempos de análise é resultado de uma série de ações adotadas pela Anvisa nos últimos dois anos. Entre estas ações, estão a adoção de sistemas informatizados para as AFEs de farmácias e drogarias e a simplificação das regras para as demais empresas em uma única norma publicada no ano passado, a resolução RDC 16/2014.

Ainda em 2014,  a Agência incorporou novos servidores do último concurso público, aumentando a capacidade da área de autorizações da Anvisa. Além disso, uma alteração na Lei 9.782/1999 também contribuiu para a grande redução dos prazos.

De acordo com a Lei 13.043/2014, publicada no último ano, não há mais a necessidade de renovação para Autorização de Funcionamento e Autorização Especial. Isso permitiu a otimização da força de trabalho da Anvisa nas atividades mais relevantes.

Confira a evolução dos prazos:

 


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Insumos farmacêuticos brasileiros entrarão com mais agilidade na União Europeia

2 de julho de 2015

Nesta quinta-feira (2/7), o Official Journal of the European Union publicou o reconhecimento da equivalência do controle brasileiro ao padrão europeu aplicado a insumos farmacêuticos. Com isso, fica reconhecido que a regulação estabelecida pela Anvisa, os procedimentos empregados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), bem como os controles e ações de verificação de cumprimento aplicáveis no Brasil atingem nível de proteção equivalente ao adotado pela União Europeia.  Assim, o Brasil foi oficialmente incluído na lista de países com equivalência nos controles de insumos farmacêuticos.

Aqueles países não incluídos na lista que desejam exportar para a União Europeia, além dos controles e certificações exigidas pela legislação nacional, devem ainda emitir certidão (written confirmation) garantindo que os insumos farmacêuticos atendem a todos os requisitos europeus.

Além de simplificar e agilizar o processo de exportação brasileira de insumos farmacêuticos para o mercado europeu, esse resultado fortalece a imagem brasileira tanto do setor farmacêutico, quanto do SNVS. Até hoje, faziam parte da lista de equivalência com a União Europeia somente a Austrália, o Japão, a Suíça e os Estados Unidos. Agora, Brasil e Israel foram incluídos nesse rol.

Esse resultado foi obtido após negociações bilaterais e a realização de duas auditorias da União Europeia no Brasil, uma em 2013 e outra em 2014. Nacionalmente, a coordenação do processo de negociação e auditoria coube à Anvisa. A participação e o engajamento das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foi decisivo para o resultado positivo da auditoria.

Clique aqui para ler a publicação sobre a inclusão do Brasil na lista de equivalência.

 

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